Não há como piorar
a dor é palavra sem poesia.
segue como semente
agudamente crescente
a qual brota e já não traz
nada de latente.
A dor é solo, a inspiração é céu.
tanta distancia os fazem desconhecidos.
Grandes coisas diz o espelho
que daquele que o quebra
multiplica o reflexo.
e o que se vê
mesmo que se corte
é o que traz a vista o sangue,
raspa de vida moribunda
instante de graça não coagulada.
poesia de verdade é só o espelho,
olhos alheios que não enxergam
se não forem vistos.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Manifesto Politiegoistimeditokafkiano
É por um braço de cadeira
que me concentro.
E colocado dentro
o pensamento se distingue
e personifica-se
num cosmomente
extremamente frugal.
Acaba sendo bom
uma descarga mental.
A vida funciona assim
não escolhe local ou hora
e sim sentido.
Estupidez é pensar
que os homens crescem
em grandes passos,
quando as ideias
gritadas e chanceladas
são tidas nas quartas-feiras mais opacas
reparando-se em braços de cadeira
ou coisa equivalente.
que me concentro.
E colocado dentro
o pensamento se distingue
e personifica-se
num cosmomente
extremamente frugal.
Acaba sendo bom
uma descarga mental.
A vida funciona assim
não escolhe local ou hora
e sim sentido.
Estupidez é pensar
que os homens crescem
em grandes passos,
quando as ideias
gritadas e chanceladas
são tidas nas quartas-feiras mais opacas
reparando-se em braços de cadeira
ou coisa equivalente.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Manifesto Licergiofonoalestendodissuasivo
Belizário tem um enxame
De esquisitas coisas em mente
Vozes lhe dizem o que fazer
Se matar foi por elas
Se morrer foi por elas
Vozes lhe disseram
que não tenha vergonha dos poemas
que possa se alastrar com eles
e se tornar vozes como elas
Respostas e caminhos alheios
Traçados vicinais pavimentados
por palavras de outrem
Belizário aprendeu
Que com vozes não se meche
Pelo menos lhe rendeu
Louro perdidos sem cheiro
Ainda dado como prêmio
De esquisitas coisas em mente
Vozes lhe dizem o que fazer
Se matar foi por elas
Se morrer foi por elas
Vozes lhe disseram
que não tenha vergonha dos poemas
que possa se alastrar com eles
e se tornar vozes como elas
Respostas e caminhos alheios
Traçados vicinais pavimentados
por palavras de outrem
Belizário aprendeu
Que com vozes não se meche
Pelo menos lhe rendeu
Louro perdidos sem cheiro
Ainda dado como prêmio
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Manifesto Espandoalvulsodeliriométrico
Silêncio que de tão intenso
aceita seu rompimento
por qualquer ruído
arrasta seu barulho
distante poucas portas
do ordinário ruidoso
do qual de si
só escuta sussurro
rompidos por gritos
de palavras de ordem
na reclusão a alegria
perfeita razão
como quando nos vimos
cantamos juntos
canções dos outros
por uma última vez.
aceita seu rompimento
por qualquer ruído
arrasta seu barulho
distante poucas portas
do ordinário ruidoso
do qual de si
só escuta sussurro
rompidos por gritos
de palavras de ordem
na reclusão a alegria
perfeita razão
como quando nos vimos
cantamos juntos
canções dos outros
por uma última vez.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Manifesto Romantietiliminusculiturgivertiginoso
O não quero como boa noite
dá sono ao olho zonzo
e fim no zumbido que seguiu
desde cedo metrometro do raciocínio.
A vertigem horizontal inicia caldaloza
a decantaçãosudorípara
da dispozição noturma
em frustração matutina
Cedo o sarro das nossas bocas nos amanhece
com uma raspa íncomoda de luz
que nos revela matinal, uniforme, honestamente
nus, pulidos,sedentos e baratinados
Enfim ao meio desse dia vesgo
um chamado de chama
mas agora nem em chame
que longe estarei
destilado, desligado de tudo
até do que mais quero
iluzões na dispercepção
do presente
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Manifesto Beliconflituogastroimpliciprocessomatizante
Sentimento mórbido
dos meus órgãos pulsativos
repugnando a graça
das dos ruminados digestivos
dos meus órgãos pulsativos
repugnando a graça
das dos ruminados digestivos
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Manifesto Escabroteratologiobiblliobipolar
Caderno de notas tristes
capa dura
e páginas arrepiadas
pelo vento alegre
capa dura
e páginas arrepiadas
pelo vento alegre
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Manifesto Plurifluvinecromático
Rio mestiço
que quando vem
vem de longe
traz tudo que é coisa
tudo que é cor
que quando vem
vem de longe
traz tudo que é coisa
tudo que é cor
Manifesto Autofagicobotanimastuboneural
Ofídio que come
do próprio rabo
não come até o fim
por ser cabeça
do próprio rabo
não come até o fim
por ser cabeça
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Manifesto Endocrinosociogastropsicológico
O obeso é uma obra prima
do próprio obeso.
Ele cresce durante toda a existência
e sua forma adiposa,
suas dobras,
seus odores,
contam a história trágica
da vida cômica do obeso.
Toda a vida é doada
ao prazer,
a compulsão,
a gula,
a compensação,
ao desprendimento deste obeso.
Desprendimento porque
esta anti-forma anti-dionisíaca
reflete todo o mundo
na ingestão de tanto glutamato
de tanto emulsificante, espessaste,
saborizantes e citratos,
por ser complexo e esférico.
A vida está cheia de obesos.
Obesos assumidos que conseguem sorrir
e obesos raquíticos que morrem a míngua.
A vida do obeso é sua idéia
seu corpo sua intervenção
sua forma a ditadura
dos anti-padrões
no anti-hoje onde vive o obeso.
Contemplar o obeso interior
é poder conviver mesmo sem significado
com os significados da vida.
O obeso é o contra.
É o lado em nós que cresce a vida toda
e se mantém em casa
com impulsos gástro-neurais,
elasticalcificando
o medo do que há fora,
e reter tudo dentro,
como um bicho que espeara o dia
da ibernação final de dormir
e não acordar pelo medo do espelho.
Todo o obeso individual é aquele que se toca.
E que mesmo arqueado e sozinho
afunda o superego em seus
confortáveis labirintos adiposos
e goza frenético.
Assuma seu obeso.
Liberte sua contra-psique.
do próprio obeso.
Ele cresce durante toda a existência
e sua forma adiposa,
suas dobras,
seus odores,
contam a história trágica
da vida cômica do obeso.
Toda a vida é doada
ao prazer,
a compulsão,
a gula,
a compensação,
ao desprendimento deste obeso.
Desprendimento porque
esta anti-forma anti-dionisíaca
reflete todo o mundo
na ingestão de tanto glutamato
de tanto emulsificante, espessaste,
saborizantes e citratos,
por ser complexo e esférico.
A vida está cheia de obesos.
Obesos assumidos que conseguem sorrir
e obesos raquíticos que morrem a míngua.
A vida do obeso é sua idéia
seu corpo sua intervenção
sua forma a ditadura
dos anti-padrões
no anti-hoje onde vive o obeso.
Contemplar o obeso interior
é poder conviver mesmo sem significado
com os significados da vida.
O obeso é o contra.
É o lado em nós que cresce a vida toda
e se mantém em casa
com impulsos gástro-neurais,
elasticalcificando
o medo do que há fora,
e reter tudo dentro,
como um bicho que espeara o dia
da ibernação final de dormir
e não acordar pelo medo do espelho.
Todo o obeso individual é aquele que se toca.
E que mesmo arqueado e sozinho
afunda o superego em seus
confortáveis labirintos adiposos
e goza frenético.
Assuma seu obeso.
Liberte sua contra-psique.
sábado, 26 de maio de 2007
Lixo Hospitalar ou o Manjar Popular
Oferendas, reverências
que te dispõe com gentileza
a contingência e referencias.
A diferença do que enterram
e o que colocam a mesa
é só um pouco de sal
para o desgosto insosso
descer melhor
pelas gargantas amargosas
que te dispõe com gentileza
a contingência e referencias.
A diferença do que enterram
e o que colocam a mesa
é só um pouco de sal
para o desgosto insosso
descer melhor
pelas gargantas amargosas
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Manifesto Oftalmosupraepistoanimalesco (corredor-castigo)
meus olhos de presa
não são de mim
são de minhas laterais
que de um lado branco
do outro nada
os olhos de presa
não conseguem ver adiante
não são de mim
são de minhas laterais
que de um lado branco
do outro nada
os olhos de presa
não conseguem ver adiante
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